terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Chapada dos Veadeiros e Brasília

Estava com saudades do mato! Fazia um tempão que não botava o pé na trilha. Destino: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, com uns dias em Brasília.


Vamos às informações:
Carro é fundamental, a não ser que tenham muito tempo e queriam fazer um retiro espiritual para encontrar extraterrestres na Chapada, sem falar que em Brasília tudo é longe e isolado.

A cidade de Brasília projetada por Lúcio Costa e muitas construções de Niemeyer é estranha, confesso que precisaria de mais tempo pra ter uma conclusão. O fato é que ela não agrega seus moradores. Tarefa difícil foi achar uma padaria e colocar os endereços no GPS. Tudo é longe e vazio, mas a beleza das curvas de Oscar faz a diferença, além da população acolhedora. Um detalhe que assusta é a distribuição de renda.
Passeios que destacamos: torre de TV; praça dos 3 poderes e prédios do governo (congresso, STF, planalto, ministérios); memorial JK; Santuário Dom Bosco; Pontão do Lago Sul, restaurante Bargaço; Região das mansões e embaixadas.

Chegada no aeroporto de BSB, carro alugado, 3 dias na cidade, e daí seguimos pra Chapada. 2 horas de estrada ruim, chegamos a AltoParaíso de Goiás.
A região ainda é bem rústica, sossego só, o que melhora a qualidade das cachoeiras e paisagens. Interessante é fazer base em Alto Paraíso ou São Jorge (vila onde fica a entrada do parque). As opções de trilhas são grandes, escolham conforme o número de dias na região – no mínimo 4 – e também com o funcionamento do Parque (se informe nos Centros de Atendimento ao Turista).
Ótimas pousadas servem a cidade, ficamos na das Cerejeiras Casa Rosa, com piscina, café da manhã bem servido e funcionários prestativos.
Localização acho irrelevante, porque, além do carro, os pontos de visitação são distantes, então sempre haverá um deslocamento considerável.
Dentro do parque há necessidade de se contratar guia (pode-se dividir em até 10 pessoas), porém, nas demais cachoeiras, em áreas privadas, basta pagar uma taxa e curtir.

Restaurantes: Oca Lila (vegetariano) e Avalon em Alto Paraíso, e a sensacional matula (feijoada do cerrado) do Rancho do Seu Waldomiro na estrada pra São Jorge, caso aguentem. Vejam a receita.

No mais, as dicas dos locais ajudam muito.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lojinha de Wisky na Escócia

Só pra lembar os nossos leitores que a melhor loja do Wisky, claro, está na Escócia - Edimburgo!! 
O próprio hotel em que estiver hospedado tem preços e opções de passeio de 1 dia  (vários!!!), ou então, se preferir, no centro de informações turística, o famos i.
Não recomendo, por indicações e muita pesquisa, tour de Whisky nas proximidades do castelo de Edimburgo, bem meia boca, fora da realidade… logo na fachada verá que não se trata de uma legítima loja.
Finalmente, recomendo o melhor lugar que encontramos CANDENHEAD fica bem perto dos centros turísticos, com excelentes rótulos e um vendedor figurassa que te explica tudo nos mínimos detalhes, eu mesmo saí bem alegre e com várias garrafas de primeira qualidade!! 
Pra maiores detalhes, perca uns minutos e leia sobre a história e diferenças de wiskys.
Saúde!!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

UK e Irlanda de carro

Pesquisando-se, tudo dá certo. Por que seria diferente com a terra da Rainha? Ah, o volante fica do lado do passageiro, verdade. Mas eles dizem que o nosso é que está errado…
Depois de ler algumas experiências em blogs, livros, sites, finalmente esquematizamos o grande barato que é andar por aquelas ilhas de carro.

Partimos de SP com destino a Londres no começo de setembro de 2011. Lá, curtimos a cidade por 4 dias hospedados no padronizado e bem localizado Hotel IBIS Earls Court. Sem decepção, só não exija nada além do padrão IBIS. Vantagem desse hotel é a localização perto do metro, rede de ônibus, além de um pub nas dependências para atender a preguiça depois de um dia à toa na cidade. Na rua tem comércio, outro PUB (Prince of Wales) e mercadinhos. O que mais precisa?

Nem preciso dizer que na capital Inglesa o carro é absolutamente desnecessário; tráfego complicado e caro (paga-se pedágio pra circular na zona central).
De mala e cuia, alugamos o carro (Kia Venga, bem simples, mas automático) na Hertz do Aeroporto Heathrow com destino a Liverpool. A reserva foi feita aqui do Brasil, só prestem atenção pra solicitar a exclusão do CDW e LDW. Geralmente a bandeira do cartão paga esses seguros.

As estradas são tranquilas e bem sinalizadas. Dirigi a noite, com sol, chuva, em vias desertas, com trânsito, interditadas, e tudo correu na maior paz e tranquilidade… Ok, tá certo, eu confesso: Em duas oportunidades entrei na contra mão, mas corrigi rapidamente com a ajuda da minha atenta copilota (item imprescindível ao guiar na mão-inglesa).

Em Liverpool, novamente nos hospedamos na rede IBIS, dessa vez com uma localização imbatível, bem em frente ao Albert Dock (um cais recuperado usado pra abrigar, restaurantes, baladas, roda gigante, hoteis, lojas). Caso não tenha vaga, fique no ainda mais simples Formula1, mesmo edifício com acesso diferente.
Além da história dos Beatles, Liverpool tem uma série de atrações (catedral anglicana, parques, arquitetura, excelentes restaurantes, música), ficamos 3 dias.

De volta pra estrada, puxamos um caminho longo até Edimburgo, na Escócia. Local de história e povo acolhedor, com castelos pra todos os lados. O interessante é que a cidade serve de base pra inúmeros tours. Com certeza, voltaremos pra desfrutar principalmente da região sul. Fizemos o bate e volta (sem carro) até as Highlands e Lago Ness – incrível, região nos deu lindas fotos. O hotel escolhido foi o Novotel Edinburgh Centre (2 níveis acima do IBIS na escala Accor), mudança de qualidade consideravelmente sentida. Localização excelente, ao lado de PUBs e do Castelo de Edimburgo.

Na sequência, depois de 4 noites (ficaria umas 15), partimos rumo a Dublin, o trecho mais desafiador da viagem, já que tínhamos que atravessar o Mar da Irlanda.
Pelas pesquisas, a cidade de partida seria Troon, com balsa para Larne - Irlanda do Norte (ainda UK). Passagens compradas pelo site e tudo pronto pra zarpar!

Não!

O tempo estava terrível, muita chuva e ventos malucos. Mesmo assim, chegamos ao porto de Troon bem cedo, por volta das 8:30hs. O local estava vazio, sem uma alma, nada (provavelmente todo Reino Unido sabia que não tinha navio, menos nós).
Ok, os funcionários extremamente prestativos indicaram o porto de Stranraer e lá fomos nós, tranquilos, rumo sul, para, finalmente, fazer a travessia com saída às 13:30hs, sem qualquer custo adicional. A companhia, diante do mau tempo, optou por utilizar somente este segundo porto, bem maior e mais seguro.
A organização assusta. Filas pintadas no chão, pessoal sinalizando, tudo orientado. Entregamos o voucher impresso no hotel e pronto! Estamos estacionados dentro do imenso navio, agora, rumo a Belfast.

Assim que estacionado o veículo, os ocupantes devem se dirigir para o interior da embarcação. Tudo muito grande, com lanchonete, lojas, salas de TV, salas pra roncar, salas pra caminhoneiros, salas e salas.
Minha mulher não tomou o estabilizante de enjoo mais conhecido como dramin. Resultado: o mar fazia com que tudo balançasse. As pessoas, já acostumadas, liam seu jornal, navegam na internet (tem que pagar) e nem aí, e nós com aquele olhar de "essa porra vai virar". Portanto, se geralmente passam mal com qualquer tipo de movimento fora do normal, levem doses cavalares pra travessia do Mar da Irlanda.

Em Belfast, o tempo estava aberto, lindo, virada corriqueira durante toda viagem, principalmente na Escócia. Tranquilos, passeamos até pegar a estrada sentido Irlanda / Dublin. No caminho tem um pedágio (toll plaza – que não é um shopping) que se paga em Euro (até ali só usamos libra), a uma máquina. Daí a importância de se ter alguns trocados em moeda (pagamento expresso, sem funcionários, diferente do Brasil).
Chegando em Dublin, direto pro Grand Canal Hotel com localização um pouco mais afastada, dava uns 15' andando até a Trinity College.

Dublin respirava rugby, pois estávamos no meio da copa do mundo. Além disso era Arthur's Day Guinness.  Foram litros e mais litros de cerveja.
O tour pela cervejaria é outra obrigação, mesmo pra quem não bebe a pretinha… vá de taxi porque fica um pouco longe. Outra dica é comprar ticket da Guinness Storehouse pelo site e evitar longas filas.

Depois de mais 4 dias em Dublin, fomos cruzar o mar novamente, agora bem mais calmo. Fizemos a rota Dublin-Holyhead, a mais curta, mas mesmo assim pegamos o navio mais rápido (recomendo) pra evitar novos enjoos. O tempo de travessia, valores, tudo, está nos sites das respectivas cias. Usei a P&O Ferrys e Irish Ferries, mas nesse site tem todas as informações inclusive de outras empresas.
Outra dica é, se possível, comprar os tikets com boa antecedência, pelo site mesmo. Economizarão uns trocados.

De volta pra ilha da Bretanha, fomos rumo a Stratford Upon Avon, mais conhecida como a cidade de Shakespeare, encravada na região de Cotswolds. Tudo por lá é perfeito, com um grande volume de turistas e seus ônibus (não chega a incomodar) nos finais de semana.
As casas do escritor e de sua família foram reconstruídas. Durante a visitação, funcionários e atores interpretam peças de Shakespeare e nos explicam detalhes de sua vida.
Fiquem pelo menos 2 dias pra conhecer melhor a cidade. Hospedamo-nos no BEST WESTERN GROSVENOR HOTEL, localização aqui é detalhe, tudo é próximo. O atendimento no hotel não é dos melhores, mas as acomodações são sensacionais.
Até procurei um hotel mais rústico estilo fazenda em outras cidades, bem comuns e recomendados para quem faz a Cotswolds, mas estavam lotados.

Era nossa última parada, com 5 noites, e tínhamos de visitar outras vilas nos arredores. Essa região é maravilhosa, cheia de história (pra variar) e cidades esquecidas no tempo. Castelos, feiras livres, antiguidades, igrejas e restos da idade média espalhados em campos verdes cheios de ovelhas. Basta pegar o carro e se embrenhar nas estradas, que por sua vez são um atrativo. Trilhas, bikes, trekking, paisagens de cinema, enfim, a natureza também entra nos pontos altos desse cantinho da Inglaterra.

Por fim, voltamos pra Londres, direto pro Aeroporto, numa viagem curta, tranquila a não ser pelo trânsito da chegada à capital. E logo vimos a correria inerente de uma grande cidade ...que vontade que deu de pegar o primeiro retorno e voltar pro pub.

Resumo das dicas da aventura: qualquer roteiro na Cotswolds é espetacular, importante é tentar visitar algumas das cidades mais famosas como Stratford upon Avon, Bourton-on-the-Water, Bath, Chipping Campden, Broadway; mentalize o tempo todo que você dirige na esquerda e ultrapassa pela direta; nesses trechos dentro do Reino Unido tem postos de gasolina bem estruturados, você coloca combustível e depois paga na loja de conveniência fornecendo o n° da bomba "pump"; o tempo muda sempre, leve guarda-chuva; dentro da balsa, fique atendo quando chegar ao destino, não enrole para voltar até o carro, todos saem juntos e rapidamente da embarcação; pra facilitar alugue um carro com câmbio automático (trocar marchas com a mão esquerda deve ser impossível); dê preferência antes de entrar nas rotatórias "roundabout" (elas têm sentido horário), depois permaneça na direita (parte de dentro) e só volte pra esquerda quando chegar sua saída – eles respeitam, e muito essa regra –, se não entendeu aprenderá tomando buzinada; cuidado pra não matar nenhum pedestre; tráfego oposto vem sempre pela sua direita, evite colisões quando não houver ilhas nas pistas; sua mente vai se acostumar, acredite; estacionar foi, no geral, fácil. Todos os hotéis citados tinham estacionamento, alguns grátis, outros com valores irrisórios.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

D.O.M.

Não sou um devoto da haute cuisine, mas tivemos que comemorar com um casal de amigos o primeiro ano de casados, ainda que este casamento tenha sido realizado em Las Vegas. O importante foi comemorar e conhecer um dos melhores restaurantes do mundo, do Chef Alex Atala (no fechamento deste post, em 7° no S.Pellegrino World's 50 Best Restaurants). 

Nos preparativos, pesquisei um pouco da história do premiado Alex. Recomendo o programa Roda Viva da TV Cultura!!!

Alguns pré conceitos foram quebrados. Você, mortal, pode sim visitar o lugar, aproveitar o sabor, conhecer os ingredientes, beber um bom vinho e sair satisfeito.
Delícias foram servidas no menu degustação. Explosões de sabores se seguiram durante o agradável jantar, acompanhado de um vinho italiano (queríamos um chileno, mas, apesar de constar na carta, não tinham).
O ambiente é agradável. Hostess simpática como deve ser, decoração de bom gosto e nada com aquele ar arrogante. Todos diziam sobre a música, mas, dada a lotação máxima, não se ouvia muita coisa. No geral, estilo modernista de Villa-Lobos.
Enfim, pra mim, o vencedor da noite foi a ostra empanada com sagu de tapioca e ovas de salmão.

Algumas dicas: reserve com antecedência; vá comer, e não tietar, por isso não espere encontrar o Chef, até porque ele tem outro restaurante DalvaeDito; prepare (e BEM) o bolso e não pense que poderia pagar menos em outros bons restaurantes da cidade, o D.O.M. serve seus clientes de modo único, acredite; pode pedir nota fiscal paulista; cuidado com o couvert, porque ele é delicioso e pode acabar com seu apetite, principalmente porque eles o repõe a cada minuto.

Divirta-se!!!!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Las Vegas

Gastar, andar, jogar, beber, comprar, e o que mais desejar... Coisas típicas dos EUA que se tornam mais evidentes em Sin City. Chegamos depois do ano novo de 2011, o lugar estava uma calmaria só, que mudou no dia 6 de janeiro com o início da maior feira de tecnologia do mundo - Consumer Electronics Show. 

O Hotel escolhido foi o novíssimo ARIA. O melhor! Bom desconto com a mala direta do site, é só se inscrever e receber os emails... num deles achei um vale-desconto pro período. A relativa baixa procura ajudou. 
O que chamou atenção foi o quarto hi-tech. Havia um controle touch na cabeceira da cama que operava o ambiente. Era ar condicionado, TV, som, luzes, inclusive as cortinas. Deu pra gastar boas horas ali. A parte comum do hotel, acessível a todos - restaurantes, cassino, bares –, surpreendeu. Tudo novo, organizado, seguro e esperando os turistas pra torrar até o último centavo.

Não raro, você encontra figuras típicas de Vegas, que depois de um tempo se tornam rotina. Deparei-me com um senhor, devia ter uns 75 anos, de cadeira de roda, tubos nas narinas e cabelo invisível. Entretanto, o velho tinha energia pra levantar suas fichas até o topo do caça-níquel. Vi também várias prostitutas, muitas, mas uma porrada, de todos os cantos do mundo. Enfim, casais casando, carros incríveis, e todo tipo de maluco excêntrico.

Os hotéis da Strip entre o MGM e Treasure Island são bem localizados. Ótimos preços dependendo da época. Caso não tenham tempo pra andar, prefiram os mais próximos ao Bellagio, talvez o centro da muvuca. Único problema é o tamanho dos quarteirões. Como superar? Tomando cerveja, jogando, pegando a montanha russa do New York e relax, atrações não vão faltar. Os taxis são fáceis e razoavelmente em conta.
Não aluguei carro, mas se a estada for longa é uma boa opção, até porque aumenta a opção de hospedagem. Os hotéis possuem estruturados e gigantescos estacionamentos (pelo menos no Aria).

Outro chamariz da cidade são os shows. O site da ticketmaster possibilita compra antecipada daqui mesmo do Brasil, só que as taxas são pesadas. Recomendo comprar pessoalmente nos locais, logo quando chegar em Vegas. E se estiver esgotado, procure outro, tem um em cada esquina, todos os dias da semana. Conferi o show de Carlos Santana (já postado).

Finalmente, tinha chegado minha hora e acabei casando. Pois é, agora sou um cara sério, de família, casado, pelo menos em Nevada. O procedimento é simples, rápido, fácil e se pode inventar qualquer coisa. Casamento em Las Vegas é comércio pra turistas, estrangeiros ou não. De qualquer forma, foi engraçado e romântico, claro. Não havia nada combinado. Saímos pela manhã do hotel (sem beber) e resolvemos nos casar. Taxi pro Clark County Clerk‎, em downtown, informações no site.
Optamos por seguir a cartilha, dentro dos rigores da lei... Após preencher um formulário e pagar uma taxa (sempre ela), saímos com a autorização em mãos. Em seguida, Little White Chapel pra acertar os detalhes da grande noite, embora fosse possível celebrar o casório naquele momento, ao meio dia.
No horário combinado (20hs), o motorista da limusine nos ligou e lá fomos nós. Festa completa! Minha noiva entrou na capela com o Elvis cantando "love me tender", aí vieram as fotos e bolo, este por conta dos dois convidados especiais, nossos amigos (não tentem comprar).

Moral da história, o valor é a parte chata, mas vale a pena pela farra e risadas. Um beijo pra minha petacular mulher e parceira de viagem e um abraço carinhoso aos padrinhos (Rato e Shy) e convidados (Doug e Ana). Pra finalizar a noite, toda a igreja jantou no panorâmico e giratório restaurante Top of the World, no Hotel Stratosphere.

E como diz a música do Elvis... Viva Las Vegas!!!

domingo, 3 de julho de 2011

Novo recorde dos 10K


Neste domingo, depois de um tempão, bati meu recorde nos 10K. Agora, meu tempo é 45’15”. 
Ele si é o de menos, tem uma porção de “atletas de final de semana” que rodam mais baixo que isso. O barato é que faz uns 8 anos que marquei 45’30” na plana Avenida da Praça Panamericana, e sob chuva.
A corrida dos bombeiros da corpore é uma das 5 melhores da categoria, percurso difícil, com longas  e acentuadas subidas. Quem conhece sabe!
Vejam mais detalhes.
Enfim, uma marca que me permite prosseguir nos prazeres da vida!!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sax 4 Sax

Nosso estúdio móvel esteve no Sesc Ipiranga no dia 29 de maio pra conferir o show da Banda Sax Four Sax. 
Como diz o site, "O Sax4Sax é um grupo instrumental com um trabalho voltado inteiramente para a música brasileira e seus variados ritmos: Baiões, Frevos, Sambas, Maracatus, Choros e Afoxés. Através de sua formação instrumental, temas populares são executados por quatro saxofones e percuteria, com arranjos exclusivos para esta formação elaborado por seus próprios integrantes. O repertório inclui  obras consagradas de grandes compositores brasileiros como  Hermeto Pascoal , Toninho Horta, Noel Rosa , Tom Jobim entre outros, e ganham uma refinada sonoridade com a mescla destes timbres. Apenas quatro saxofones e percussão executando canções populares de um jeito diferente. Diferente na formação, na sonoridade, na interpretação e nos arranjos exclusivos.  Assim é o SaxFourSax. A formação é de Joca Araujo: Sax Tenor e Clarinete, Zeíto Martins: Sax Soprano e Alto, Chico Macedo:  Sax Barítono e Pícollo, Mauro Caselatto: Sax Alto e Flauta e Alexandre Biondi: Percuteria"
A inovação desse show ficou por conta da percuteria de Alexandre Biondi, que por sinal se encaixou muito bem no meio de tantos metais com caras de pé.
Logo nas primeiras músicas, ocorreu algo bem típico nos shows do S4S e nos palcos do SESC, crianças correndo, dançando e parando na frente do palco. Nunca entendemos os olhares atentos e inocentes dos pirralhos, que ficam hipnotizados com os detalhes do som. E claro que as palmas dos moleques no final de cada música, acreditem, agradaram os integrantes.
A platéia era seleta e acabou agregando aqueles que vieram passear no domingo e filar uma bóia no restaurante.
Mas vamos ao som.
O show começou com 'maracangalha' e 'a rã' e foi se embora nas melodias clássicas da música brasileira... a impressão era de que eles se divertiam, fazendo algo além dos respectivos trabalhos diários ligados à música.
Eis que no solo do sax barítono surge uma guitarra linda tocada pelo Mauro. Seria a novidade que esta equipe esperava? Se eles colocassem a guitarra em pé, no centro do palco, só pra mostrar mesmo, seria demais, talvez até um sexto elemento.
Dizem que o futuro projeto é chegar a uma BIG BAND, tocando 'jacob do bandolim' e 'jackson do pandeiro', será?
Outra inovação do quarteto foi a descida na platéia, cada um num canto, cercando a audiência. A impressão foi a de que a nossa equipe estava num hometheater 5.1 procurando as caixas... muito bom!
Está certo que o repertório poderia ser mais variado, saindo do set list dos anteriores shows, mas de qualquer forma eles continuam sendo profissionais que se divertem e fazem o que gostam, tirando o fino de seus saxofones em absoluta harmonia, e ainda retratam a música de uma maneira agradável e relaxante.
Segue o set list:
01 – MARACANGALHA (Dorival Caymmi)
02 – A Rà (João Donato)
03 - CHOVENDO NA ROSEIRA (Tom Jobim)
04 – SAMPA (Caetano Velloso)
05 – 1 X 0 (Pixinguinha)
06 – ASSANHADO (Jacob do Bandolin)
07 - CHORO BANDIDO (Edu Lobo)
08 - CONVERSA DE BOTEQUIM (Noel Rosa)
09 – TRILHOS URBANOS (Caetano Velloso)
10 - CHICLETE COM BANANA (Jackson do Pandeiro)
11 – CARINHOSO (Pixinguinha)
12 - FREVO EM MACEIO (Hermeto Paschoal)
13 – O CABRA (Mario Sève) apresentação antes do solo soprano (levada)
Bis - FREVO EM MACEIO
ESPERANDO NA JANELA